terça-feira, 8 de julho de 2014

Got

'Game of Thrones': onde a morte lhe cai bem

Série da HBO se tornou fenômeno de audiência pela capacidade de chocar

Patricia Villalba
Morte do Rei Joffrey no segundo episódio da quarta temporada de 'Game of Thrones'
Morte do Rei Joffrey no segundo episódio da quarta temporada de 'Game of Thrones' (Reprodução)
Uma morte surpreendente marcará o último episódio de Game of Thrones, cuja quarta temporada se encerra na noite deste domingo, às 22 horas, na HBO. É o tipo de informação que nem pode ser considerada spoiler para quem acompanha a série baseada em As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, uma vez que o espectador já se acostumou com a ideia de que ninguém está seguro nas terras de Westeros - seja um personagem querido ou o mais detestado de todos.
A série reinventou a morte na televisão, ao ponto de sair de cena em grande estilo ser até mais interessante para um ator do que manter seu personagem vivo. "Claro é que é ruim deixar a série, mas pode ser divertido morrer em Game of Thrones também. Vemos como é incrível quando um colega morre em cena, com todo o mundo comentando no Twitter", brincou Gwendoline Christie, que interpreta Brienne de Tarth, ainda viva em algum lugar no caminho para Winterfell.
O jogo da morte é mesmo um dos pilares do roteiro, admitiu o criador D.B. Weiss em visita ao Rio em março. E, como quem oferece um doce a uma criança, ele ainda prometeu ao público que esta temporada seria a mais sangrenta de todas. A expectativa é grande entre os fãs. Afinal, o que poderia superar o "casamento vermelho", sequência eletrizante do nono episódio da temporada anterior ou ser mais chocante do que uma grávida esfaqueada no ventre?
Nas dez episódios depois, recheados de gargantas cortadas, envenenamento apoteótico, castração com requintes de crueldade, entre outros detalhes sórdidos, a série deixa a impressão de que o auge ainda está por vir. Por enquanto, a produção sai consagrada como a maior audiência de todos os tempos da HBO, superando Família Soprano (1999-2007). "Amo os Sopranos, mas devo admitir que é bom ser o rei", escreveu Martin no seu blog, o Not a Blog.

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